terça-feira, 28 de abril de 2009

Ordenação de mulheres

(diaconisas da Igreja primitiva)

O que dizer da ordenação de mulheres que tantos grupos de pressão, internos e externos, advogam? Qual a doutrina da Igreja sobre o tema? Podemos justificar teologicamente a ordenação só de homens? Este e outros aspectos da questão serão debatidos neste post.

A primeira coisa que devemos entender sobre esse assunto é que o fato da Igreja só ordenar homens não deriva de preconceito ou condicionamento social, mas do cumprimento daquilo que o Senhor nos legou. Vamos ver alguns princípios sobre isso:

DEUS DECIDE O TIPO DE CULTO E MINISTRO

De acordo com a Lei Natural, o homem deve reconhecer sua dependência em relação a Deus, mediante o culto supremo de latria (adoração). Esse culto, tanto público quanto privado, foi oferecido a Deus desde o início da humanidade.

Como regra geral, nos tempos primitivos os chefes de família, os anciãos ou os líderes das comunidades eram destacados para oferecer o culto público. Com o crescimento da humanidade, foi estabelecida uma classe com funções especificamente sacerdotais. Assim, no Antigo Testamento Deus destacou a tribo de Levi, entre os judeus, como a tribo dentro da qual os sacerdotes eram escolhidos.

Deus, o supremo Senhor e Criador, tem o direito de decidir o tipo de culto e de ministro que lhe agrada. Conseqüentemente, o único tipo aceitável de culto ou de sacerdócio é o que Ele mesmo estabeleceu.

DEUS ESCOLHEU APENAS HOMENS

Mesmo no Antigo Testamento, Deus escolheu só homens para o ministério sacerdotal. Assim, de acordo com a lei mosaica, o sacerdócio era confiado exclusivamente a Aarão, da tribo de Levi, e à sua descendência masculina.

Da mesma forma, no Novo Testamento, usando sua suprema liberdade e autoridade, o Verbo Encarnado novamente escolheu só homens como sacerdotes.

Assim, as mulheres foram excluídas do sacerdócio por vontade divina.

O principal argumento dos que defendem o sacerdócio feminino é que Jesus fez essa escolha como mera concessão à cultura da época. Alegar que Ele foi movido por razão cultural, sociológica ou qualquer outra é duvidar da sua infinita sabedoria, prudência e discernimento. Isso equivale a negar a sua divindade.

Outro argumento é que a Igreja tem poder sobre os Sacramentos, e pode mudar o que não seria senão uma medida disciplinar, admitindo portanto as mulheres ao sacramento da Ordem. A resposta é que a Igreja tem poder sobre os Sacramentos apenas nos seus acidentes, não sobre o que foi instituído pelo próprio Cristo, como pão e vinho para a Eucaristia, água para o Batismo, e assim por diante. Isto se aplica também ao sacerdócio, em que o desejo manifesto de Cristo — que é por isso um mandado divino positivo — foi de que só os homens fossem chamados ao ministério sacerdotal.

“QUE AS MULHERES SE CALEM NAS IGREJAS”

São Paulo ensina:

“Que as mulheres se calem nas igrejas: pois não lhes é permitido falar, mas sujeitar-se, como diz a Lei. Mas se elas quiserem aprender alguma coisa, consultem em casa os seus maridos. Pois é vergonhoso para uma mulher falar na igreja”.

“Que a mulher aprenda em silêncio, com submissão plena. Não permito à mulher ensinar nem dominar o homem, mas que esteja silenciosa”.

As citadas palavras do Apóstolo podem chocar a sensibilidade moderna, pois, em parte, elas refletem apenas um condicionamento cultural, mas, em parte, elas também remetem a algo mais profundo.

Se as mulheres não devem ensinar nem falar nas igrejas ou ter autoridade sobre o homem, com maior razão não lhes é permitido oferecer o sacrifício, uma função que desde os tempos primitivos presumia mando e preeminência, como já vimos.

Essa foi a posição do próprio Cristo, a prática dos Apóstolos e a constante tradição da Igreja.

E isso em nada indica uma atitude "machista" de São Paulo (que também impunha um comportamento ético aos homens e tinha colaboradoras mulheres, como Febe), só indica uma interpretação pessoal dele da verdade perene do Senhor mesmo escolher seus ministros.

O SACERDOTE PARTICIPA DO SACERDÓCIO DE CRISTO

Cristo é o verdadeiro Sacerdote, estabelecido por Deus desde toda a eternidade, que ofereceu “um sacrifício perfeito” a Deus Pai no altar da Cruz. A função específica do sacerdote é oferecer o sacrifício. No entanto, o único sacrifício aceito por Deus no Novo Testamento é o sacrifício de Cristo. Portanto, somente o sacerdócio de Cristo é hoje aceito por Deus. O sacerdócio de Cristo aboliu os outros.

Como Cristo, eterno Sacerdote, não está mais visivelmente presente na terra, o seu sacerdócio não seria visível, a não ser que os homens pudessem participar nele.

Cristo fundou a Igreja como sociedade visível, e assim devem existir sacerdotes visíveis, para oferecer o sacrifício em nome d’Ela. Portanto, na Lei de Cristo, o Novo Testamento, há um duplo sacerdócio: um que é visível e outro que é invisível.

O sacerdócio invisível é o exercido por Cristo, que é o principal sacerdote a oferecer o Sacrifício da Missa. O sacerdócio visível é confiado aos homens que assumem o lugar de Cristo na Missa. Este é o sacerdócio chamado ministerial.

Além do sacerdócio ministerial, que participa no sacerdócio de Cristo através do sacramento da Ordem, há o sacerdócio espiritual ou comum do fiel. Este resulta da união moral de todos os fiéis com Cristo, a cabeça do Corpo Místico. Pelo seu sacerdócio espiritual, os fiéis, unidos a Cristo pelo Batismo, oferecem o sacrifício interno das suas boas ações que dão glória a Deus.

Em setembro de 2002, João Paulo II relembrou a todos esta verdade, quando falou para um grupo de bispos brasileiros na sua visita ad limina:

“Através do Batismo, todos os fiéis participam no sacerdócio de Cristo. Isto é o que chamamos ‘sacerdócio comum dos fiéis’. Além desse sacerdócio, e para servir a ele, há uma outra participação na missão de Cristo, que é o ministério conferido pelo Sacramento da Ordem (Catecismo da Igreja Católica, n° 1591), isto é, o ‘sacerdócio ministerial’”.

O Pontífice ressalta depois que esses dois sacerdócios, o comum e o ministerial, diferem um do outro “não só em grau”, mas também “em essência”.

Quando instituiu o Santo Sacrifício da Missa e o Sacramento da Santíssima Eucaristia durante a Última Ceia, Cristo mandou aos Apóstolos: “Fazei isto em memória de mim”. Por meio dessas palavras, juntamente com o preceito Cristo comunicou aos Apóstolos o poder de cumpri-lo. Em outras palavras, conferiu a eles o poder sacerdotal, o poder de oferecer o sacrifício incruento do altar.

O Sacramento da Ordem está centrado na Santíssima Eucaristia. Ela é um sacramento destinado à distribuição para os fiéis. Estes, no entanto, devem preencher as condições requeridas para receber esse grande Sacramento, a primeira das quais é estar em estado de graça. Daí ser adequado que aqueles que detêm o poder de consagrar pão e vinho em Corpo e Sangue de Cristo tenham também o poder de preparar os fiéis para receber o Sacramento, conferindo-lhes ou restaurando neles o estado de graça. Conseqüentemente, os Apóstolos receberam o poder de batizar e de absolver os pecados.

Os poderes de absolvição, ensino, ministério e governo foram conferidos aos Apóstolos por Nosso Senhor Jesus Cristo após a Ressurreição.

O SACERDOTE ASSUME O LUGAR DE CRISTO

De acordo com o ensino comum dos teólogos, quando o sacerdote pronuncia as palavras da Consagração (“Isto é o meu Corpo...”) e as da absolvição sacramental (“Eu te absolvo dos teus pecados”), empresta a Cristo o seu ser, por assim dizer. É por isto que se afirma que o sacerdote toma o lugar de Cristo, agindo in persona Christi.

Este ponto é muito bem sintetizado pelo Pe. Kenneth Baker (um teólogo americano):

“O sacerdote assume o lugar de Cristo, e Cristo era homem, não mulher. Os sacramentos usam sinais naturais para significar realidades espirituais. A Ordem é um sacramento — portanto é um sinal. Quando o sacerdote diz ‘Isto é o meu Corpo...’ ou ‘Eu te absolvo dos teus pecados’, está assumindo o lugar de Cristo. Só um homem pode fazê-lo. Se uma mulher tentasse agir como sacerdote, o valor de sinal do sacramento se perderia”.

“NÃO É ADMISSÍVEL ORDENAR MULHERES"

Este é o ensinamento constante da Igreja, e foi relembrado por João Paulo II na sua Carta Apostólica Ordinatio Sacerdotalis, de 22 de maio de 1994:

“A ordenação sacerdotal, pela qual se transmite a missão, que Cristo confiou aos seus Apóstolos, de ensinar, santificar e governar os fiéis, foi na Igreja Católica, desde o início e sempre, exclusivamente reservada aos homens. Esta tradição foi fielmente mantida também pelas Igrejas Orientais.

Quando surgiu a questão da ordenação das mulheres na Comunhão Anglicana, o Sumo Pontífice Paulo VI, em nome da sua fidelidade ao encargo de salvaguardar a Tradição apostólica, e também com o objetivo de remover um novo obstáculo criado no caminho para a unidade dos cristãos, teve o cuidado de recordar aos irmãos anglicanos qual era a posição da Igreja Católica: ‘Ela defende que não é admissível ordenar mulheres para o sacerdócio, por razões verdadeiramente fundamentais. Estas razões compreendem: o exemplo — registrado na Sagrada Escritura — de Cristo, que escolheu os seus Apóstolos só de entre os homens; a prática constante da Igreja, que imitou Cristo ao escolher só homens; e o seu magistério vivo, o qual coerentemente estabeleceu que a exclusão das mulheres do sacerdócio está em harmonia com o plano de Deus para a sua Igreja’.

(...) Como posteriormente precisou o Papa Paulo VI, ‘a verdadeira razão é que Cristo, ao dar à Igreja a Sua fundamental constituição, a sua antropologia teológica — depois sempre seguida pela Tradição da mesma Igreja — assim o estabeleceu’.

Na Carta Apostólica Mulieris dignitatem, eu mesmo escrevi a este respeito: ‘Chamando só homens como seus apóstolos, Cristo agiu de maneira totalmente livre e soberana. Fez isto com a mesma liberdade com que, em todo o seu comportamento, pôs em destaque a dignidade e a vocação da mulher, sem se conformar ao costume dominante e à tradição sancionada também pela legislação do tempo’”.

O Santo Padre termina com esta solene declaração:

“Portanto, para que seja excluída qualquer dúvida em assunto da máxima importância, que pertence à própria constituição divina da Igreja, em virtude do meu ministério de confirmar os irmãos (Cfr. Lc. 22,32), declaro que a Igreja não tem absolutamente a faculdade de conferir a ordenação sacerdotal às mulheres, e que esta sentença deve ser considerada como definitiva por todos os fiéis da Igreja”.

PRESBYTERA, PRESBYTERISSA E EPISCOPA

As expressões presbytera, presbyterissa e episcopa aparecem em alguns documentos antigos. Presbytera podia referir-se a uma mulher idosa (presbytero significa velho); a uma viúva (que se retirava para uma comunidade feminina e se tornava habitualmente uma diaconisa); ou, por vezes, podia referir-se a uma abadessa. Episcopa referia-se à esposa de um bispo (a qual se retirava também para uma comunidade feminina), e é bem conhecida a aplicação dessa palavra para referir-se à mãe do Papa São Pascoal I. Ela foi sepultada com ele no cemitério de Santa Praxedes, em Roma.

Portanto, episcopa, da mesma forma que presbytera, podia designar a mãe de um bispo ou presbítero.

DIACONISAS

A questão das diaconisas – tão freqüentemente apresentada por autores feministas e reformistas como prova de que as mulheres costumavam ser admitidas ao Sacramento da Ordem – já está suficientemente estudada pelos teólogos.

Os pseudo-reformistas geralmente citam a passagem da Epístola de São Paulo aos Romanos:

“Recomendo-vos a nossa irmã Febe, que é diaconisa da Igreja de Cêncreas”.

Não há dúvida de que existiram diaconisas na Igreja primitiva. No entanto, o seu papel deve ser esclarecido. Eram matronas que, por motivo de decoro, ajudavam no batismo das mulheres, que se fazia por imersão, entrando na água com elas, sustentando-as e ungindo-as com óleo.

Ajudavam também na catequese das mulheres, visitavam mulheres jovens doentes, acompanhavam mulheres que tinham de conversar com bispos, presbíteros ou diáconos, indicavam o lugar delas na igreja, evitavam que elas cochilassem durante as cerimônias (nos tempos primitivos, devido às perseguições, as celebrações eram feitas de madrugada), e assim por diante.

As diaconisas eram geralmente viúvas, virgens consagradas ou esposas de presbíteros, bispos ou diáconos. O Concílio de Calcedônia (451) estabeleceu que as mulheres deveriam ter pelo menos 40 anos de idade para serem consagradas como diaconisas. Havia um rito para a consagração de uma diaconisa. Nele o bispo impunha as mãos e dizia uma prece invocando o Espírito Santo. Era um rito semelhante ao usado para consagrar diáconos. Contudo, o estudioso de liturgias antigas, Pe. Solá, afirma:

“Essa consagração nunca foi entendida como verdadeiro sacramento, e as mulheres nunca foram consideradas como membros do clero”.

Santo Epifânio atesta:

“As diaconisas não foram instituídas na Igreja para exercer funções sacerdotais ou administrativas, e sim para atender e proteger a modéstia feminina”.

Em alguns lugares, a imposição das mãos pelo bispo foi erroneamente considerada como conferição do Sacramento da Ordem. Contudo, Herbert Thurston, em The Catholic Encyclopedia, acentua que esses abusos foram sem dificuldade reprimidos pela Igreja, por meio de decretos conciliares. Assim, o cânon 19 do Concílio de Nicéia declarou que as diaconisas eram leigas e não haviam recebido nenhuma forma de ordenação. E conclui:

“Pelo que vimos, segue-se que a Igreja como um todo repudiou a idéia de que as mulheres pudessem, em sentido próprio, receber o Sacramento da Ordem”.

Em resumo, as chamadas diaconisas não eram ordenadas, mas mulheres que exerciam funções próprias de um diácono e, por isso, eram chamadas impropriamente de diaconisas. É o mesmo que ocorre com um “coroinha” que muitas vezes exerce funções próprias de um acólito (uma das ordens menores), sendo muitas vezes chamado de acólito, mas não o é no sentido estrito do termo.

Os "ortodoxos" também reconhecem essa verdade: num debate no Orkut um deles me disse que as diaconisas não são ordenadas, são freiras, com um título antigo.

A MULHER NÃO DEVE TOCAR NA EUCARISTIA

Vale lembrar que a regra comum da Igreja sempre foi a de que a mulher não deve nem pode tocar o Cristo sacramentado.

Notamos a biblicidade disso quando percebemos que Jesus nunca impediu as mulheres de o tocarem, vide a mulher que pega na orla de suas vestes e é curada, e vide a que unta com óleos os pés de Cristo e ele deixa e agradece. Mas, aí vem o detalhe, quando Maria Madalena vai a procura do Santíssimo Corpo, ao encontrar Nosso Senhor ressuscitado, Ele diz:

"Mulher não me toques."

Agora, na primeira oportunidade com os Apóstolos diz a Tomé:

"Toque em minhas chagas e crê..."

Ele não permitiu a uma mulher tocá-lo, mas permitiu a um homem.

Os grandes Santos viram nesta proibição do próprio Cristo uma proibição de tocar também na Eucaristia.

MARIA NÃO RECEBEU O SACRAMENTO DA ORDEM

Embora amasse Sua Mãe Santíssima mais do que a qualquer criatura, Nosso Senhor não conferiu a Ela o caráter sacerdotal. Tampouco o conferiu a Santa Catarina de Siena, Santa Teresa de Ávila e Santa Teresinha do Menino Jesus, embora sejam elas Doutoras da Igreja e grandes entre os santos do Céu.

O NÃO À ORDENAÇÃO DE MULERES É DEFINITIVO E INFALÍVEL

Essa questão também foi levada à Congregação para a Doutrina da Fé e ela, por meio de uma nota  publicada em 28/10/1995, respondeu:

Dúvida: Se a doutrina segundo a qual a Igreja não tem faculdade de conferir a ordenação sacerdotal às mulheres, proposta como definitiva na Carta Apostólica "Ordinatio sacerdotalis", deve ser considerada pertencente ao depósito da Fé.

Resposta: Afirmativa

Essa doutrina exige um assentimento definitivo, já que, fundada na Palavra de Deus escrita e constantemente conservada e aplicada na Tradição da Igreja desde o início, é proposta infalivelmente pelo magistério ordinário e universal (cf. Conc. Vaticano II, Const. dogm. Lumen gentium, 25, 2). Portanto, nas presentes circunstâncias, o Sumo Pontífice, no exercício de seu ministério próprio de confirmar os irmãos (cf. Lc 22, 32), propôs a mesma doutrina, com uma declaração formal, afirmando explicitamente o que deve ser mantido sempre, em todas as partes e por todos os fiéis, enquanto pertencente ao depóssito da fé.

O Sumo Pontífice João Paulo II, durante Audiência concedida ao abaixo-assinado Cardeal Prefeito, aprovou a presente Resposta, decidida na reunião ordinária desta Congregação, e ordenou sua publicação.

Roma, da Sede da Congregação para a Doutrina da Fé, aos 280 de outubro de 1995.

+JOSEPH Cardeal RATZiNGER
Prefeito

+TARCÍSIO BERTONE
Arcebispo Emérito de Vercelli
Secretário

Devo admitir que o meio pelo qual a declaração é infalível (se direta ou indiretamente) variou na minha avaliação. Antes, em debates no Orkut, com os confrades Rui e Karlos, eu defendia que a Ordinatio era infalível por meio do Magistério Ordinário infálivel, ou seja, por repetir o que dogmaticamente sempre foi dito. Hoje em dia, admito que a sentença de João Paulo II foi ex cathedra pois, como diz a resposta da CDF:

1) Ele quis dirimir uma controvérsia sobre a Fé;

2) Fez isso usando de sua autoridade de pastor universal;

3) Expressou claramente que o que dizia era um ponto final sobre o tema.

Deve-se enfatizar, todavia, que a posição assumida pela Igreja não implica depreciação da mulher, pois, na verdade, o sacerdócio é uma função de serviço muito mais do que uma honra ou promoção. O único carisma que realmente se deve almejar é o agape (I Coríntios XIII, 1-13). Na sua Carta Apostólica sobre a Dignidade da Mulher João Paulo II lembrou que o homem e a mulher são diferentes e complementares entre si, de modo que têm suas funções específicas tanto na sociedade civil como na Igreja; os maiores no Reino dos Céus não são os ministos, mas os Santos. De resto, o Papa então reinante observou que à mulher foca um papel de preeminência sobre o homem, que é o de educar o futuro cidadão.

CONCLUSÃO

Concluo com o outro famoso teólogo americano, Pe. Baker:

“Por esta e por outras razões, as mulheres não podem ser e nunca serão ordenadas sacerdotisas na Igreja Católica. A Sagrada Escritura é contra isso; a Tradição é contra isso. Por quê? Porque isso contraria a vontade de Deus, e portanto é uma impossibilidade teológica”.

FONTES:

1) Debates no Orkut;

2) Documentos citados ao longo do texto;

3) Um trabalho da TFP americana chamado Já Enfrentei outras Tempestades: Uma resposta aos escândalos e ás reformas democráticas que ameaçam a Igreja Católica (2002).

Para refletir

Apesar da clareza doutrinária do que afirmei aqui, não podemos negar que para a vida de muitas mulheres, que se sentem chamadas ao sacerdócio, tudo isso é, nada mais, nada menos, que uma cruz. Sim, uma cruz! É verdade que defendo que Deus não chama mulheres ao sacerdócio, mas, nos intrincadas caminhos da vida, pode parecer, sinceramente, que é o contrário. Nesse sentido, trago para nossa reflexão um documentário que relata, nos dias posteriores à morte de João Paulo II, o dilema de uma senhora católica num vilarejo inglês: