segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Frutos do "novo Pentecostes"

Hoje meu pároco não pôde celebrar a última Missa do dia e, em substituição a ele, veio o reitor de uma instituição de ensino superior católica (formado em centros de estudo da França e Itália). Pois bem, esse sacerdote só fez abusos atrás de abusos. Eu vi o seguinte (tem a parte que não vi, pois estava dando uma de porteiro e segurança da igreja): não elevou o Corpo e o Sangue após a consagração e não se ajoelhou para adorar; quase negou a Comunhão a um jovem que se ajoelhou para recebê-la; não purificou o cálice, as âmbulas e as patenas; e, por fim, foi atender a confissão de um seminarista que, depois, me disse que achava que ela tinha sido inválida por falta de forma!

Um amigo que teve aulas de teologia com esse padre (que, em passado recente, negou um pedido de colocação de crucifixos nas salas da instituição de ensino da qual é reitor para "não chocar" os não-católicos) contou que aula dele é uma sucessão de heresias ou de colocações com "bombas-relógio" escondidas (nada mais modernista). De negação da Trindade como categoria teológica a considerar Nietzsche como referencial filosófico tem de tudo.

São precisamente esses os frutos das reformas pós-conciliares! E ninguém venha dizer que isso é radicalismo de minha parte ou que esse padre não passa de uma excessão. Vou explicar porque não é assim: dada sua formação, ele representa o paradigma daquilo que a educação teológica católica quer produzir hoje.

Aí, quando pessoas assim ocupam cargos na burocracia romana e soltam absurdos como o da validade da Anáfora de Addai e Mari, os neoconservadores querem que nos calemos por prudência... é o fim da picada.

Pelo menos, pude rir um pouco quando o rapaz a que ele quase negou a Comunhão, após a Missa, cumprimentou o tal sacerdote pedindo sua benção e beijando sua mão. Que susto ele levou!

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