sexta-feira, 30 de julho de 2010

Êxodo. XXXII, 27

Dando continuidade ao estudo sobre o "Deus mau do Antigo Testamento" passarei a analisar alguns trechos bíblicos específicos.

Vou iniciar por Êxodo XXXII, 27:

Aos quais disse: Eis aqui o que diz o Senhor Deus de Israel: Cada um cinja a sua espada sobre a sua coxa: passai, e tornai a passar de porta a porta pelo meio do campo; e cada qual mate a seu irmão, a seu amigo, e a seu vizinho.

Nesse trecho, estamos num contexto de punição. Após Deus ter libertado seu povo do Egito e feito muitos milagres, o povo vai adorar um bezerro de ouro.

Moisés, chefe daquele povo tão pouco acessível à voz da razão e do sentimento, teve que inflingir um castigo severo, e quem o seguia agiu com justiça. A seqüencia da história demonstra, contudo, que Moisés não esqueceu a misericórdia.

O tipo de punição contida neste trecho bíblico corresponde bem ao grau de civilização do homem antigo; implicava a aplicação da justiça dispensando muitas das ponderações comuns nos nossos dias. Mostrando, de antemão, a pena do delinqüente, essas punições impunham facilmente o temor, o que, para os indivíduos rudes, era freio mais eficaz do que motivos de ordem superior.

Deus, no processo educativo presente no Antigo Testamento, ao não tolher o livre arbítrio, quis se acomodar a educação do seu povo.

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