sexta-feira, 6 de agosto de 2010

O que Jesus não faria

Recentemente, num debate na comunidade do Orkut, postaram o seguinte vídeo:



Como vocês podem notar, a animação, cheia daqueles clichês ateístas, usa uns anjinhos protestantes fundamentalistas para provar que a Bíblia seria ilógica (a parte em que dizem a Nosso Senhor que com a "ciência" a mundo viraria quase um Paraíso, sem dor e desespero, é cientificismo oitocentista puro!). Acho que o post O Deus "mal" do Antigo Testamento já respondeu à base dessa argumentação.

Só que um ponto merece resposta específica: dizer que contextualizar os trechos escriturísticos que tratam do herém, da mentalidade de clã e do Talião seria um subterfúgio cristão para fugir das indagações dos ateus. Pois bem, sobre isso vamos ver o que um insuspeito penalista afirma (Direito Penal - Parte Geral, Cleber Masson, Ed. Método, p. 46 - negritos do autor):

"Com o propósito de evitar a dizimação dos grupos, serge a Lei do Talião, da latim talis = tal qual: 'Pagará a vida com a vida; mão com mão, pé por pé, olho por olho, queimadura por queimadura' (Êxodo, XXI, versículos 23 a 25).

Por mais impressionante que essa afirmação possa se revelar, cuida-se de pioneira manifestação do princípio da proporcionalidade, por representar tratamento igualitário entre autor e vítima. Foi a primeira tentativa de humanização da sansão penal, apesar de nos dias atuais revelar-se como brutal e cruel, e restou acolhida pelo Código de Hamurabi (Babilônia), pelo Êxodo (hebreus) e na Lei das XII Tábuas (romanos)."

Ou seja, em termos puramente naturais, dá para considerar as disposições da Lei Mosaica como um progresso ético verdadeito. Só não percebe isso quem não quer, quem analisa com preconceito.

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