sexta-feira, 30 de julho de 2010

Não vos conformeis com este mundo

"E não vos conformeis com este século, mais reformai-vos com o renovamento do vosso espírito, para que reconheçais qual a vontade de Deus, boa, agradável e perfeita." (Romanos XII, 2)


Padres, em Milão, passam entre jovens universitários influenciados pelo comunismo (1968).

Êxodo. XXXII, 27

Dando continuidade ao estudo sobre o "Deus mau do Antigo Testamento" passarei a analisar alguns trechos bíblicos específicos.

Vou iniciar por Êxodo XXXII, 27:

Aos quais disse: Eis aqui o que diz o Senhor Deus de Israel: Cada um cinja a sua espada sobre a sua coxa: passai, e tornai a passar de porta a porta pelo meio do campo; e cada qual mate a seu irmão, a seu amigo, e a seu vizinho.

Nesse trecho, estamos num contexto de punição. Após Deus ter libertado seu povo do Egito e feito muitos milagres, o povo vai adorar um bezerro de ouro.

Moisés, chefe daquele povo tão pouco acessível à voz da razão e do sentimento, teve que inflingir um castigo severo, e quem o seguia agiu com justiça. A seqüencia da história demonstra, contudo, que Moisés não esqueceu a misericórdia.

O tipo de punição contida neste trecho bíblico corresponde bem ao grau de civilização do homem antigo; implicava a aplicação da justiça dispensando muitas das ponderações comuns nos nossos dias. Mostrando, de antemão, a pena do delinqüente, essas punições impunham facilmente o temor, o que, para os indivíduos rudes, era freio mais eficaz do que motivos de ordem superior.

Deus, no processo educativo presente no Antigo Testamento, ao não tolher o livre arbítrio, quis se acomodar a educação do seu povo.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Salazar, 40 anos

Hoje faz 40 anos da morte do grande estadista português Antônio de Oliveira Salazar. Até hoje a esquerdopatia reinante no mundo ocidental (ou no que era o mundo ocidental) impede uma avaliação equilibrada do governo dele, por isso acho que o seguinte documentário presta uma contribuição ímpar à memória histórica:







Infelizmente a atual direita nacionalista portuguesa não trata esse legado de maneira melhor. Ela faz, pelo que pude ler em sites e blogs, uma ridícula leitura neofascista do Estado Novo português, com alusões completamente tresloucadas sobre "raça", esquecendo que a tradicional plasticidade portuguesa (usando um conceito de Freyre totalmente acolhido por Salazar) e a noção histórico-cultural de pátria (o ultramar era Portugal!) sempre fizeram parte dos pilares da política salazarista.   

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Weapons of Mass destruction

O trocadilho só funciona em inglês, mas é divertidíssimo:


Escolham:

a) Comunhão na mão

b) Freiras de calça

c) Guitarras

d) Coroetes

e) Tipo humano progressista

f) Cartazes sem noção
 

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Regressão

A civilização moderna aparece na história como uma verdadeira anomalia: de todas as que conhecemos, ela é a única que se desenvolveu num sentido puramente material, a única também que não se apoia em nenhum princípio de ordem superior. Este desenvolvimento material que se desenrola há vários séculos, e que se acelera cada vez mais, foi acompanhado de uma regressão intelectual que ele é incapaz de compensar. Trata-se, bem entendido, da verdadeira e pura intelectualidade, que também poderíamos chamar de espiritualidade, sendo que nos recusamos a dar este nome àquilo que os modernos se têm sobretudo aplicado: a cultura das ciências experimentais, com vista a aplicações práticas às quais elas são susceptíveis de dar lugar. Um só exemplo poderia permitir medir a extensão desta regressão: a Summa Theologica de S. Tomás de Aquino era, no seu tempo, um manual para o uso de estudantes; onde estão hoje os estudantes que seriam capazes de a aprofundar e de a assimilar?

René Guénon

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Ícone sobre o aborto

Comecemos por sua parte esquerda, cujas cores de fundo são mais claras (em contraste bastante evidente com a parte direita, com cores escuras representando as trevas, o mal e a morte).

  (Jesus Cristo protegendo a família cristã)

Jesus Cristo, vencedor da morte, surge protegendo e abençoando, abaixo dele, uma família cristã (é de se notar os trajes modernos que vestem). Família, aliás, numerosa (pai, mãe e seis filhos).

(Figura tradicional da família cristã)

O pai carrega um dos filhos (como São José, que carrega o Menino Deus, tradicional imagem da iconografia cristã) e traz o alimento da família na mão esquerda. A mãe embala o filho ainda bebê e alimenta uma outra criança. São figuras tradicionais do pai e da mãe cristãos, essencial para o desenvolvimento dos filhos.

(Mãe de Deus Galaktotrophousa amamentando)

Acima da família cristã, surge a Sagrada Família de Nazaré. Maria carrega, em seu colo, o Senhor Deus, nascido de seu puríssimo ventre. São José, por sua vez, carrega uma criança envolta em panos brancos, símbolo, na iconografia tradicional, da alma das crianças inocentes assassinadas.

(A arrependida -  mãe que, tendo cometido o monstruoso crime do aborto, chora o filho que ela mesma matou)

Abaixo da família cristã, numa imagem bastante contundente, temos a «Arrependida», isto é, a mãe que, tendo cometido o monstruoso crime do aborto, chora, agora, o filho que ela própria matou. Veste-se de vermelho, o que representa o sangue inocente por ela derramado.

(A mãe solteira -  a que se manteve firme diante da tentação de abortar e, agora, carrega - não sem o auxílio de Deus - a Cruz de ser mãe sem a ajuda e o suporte de um esposo)

Na parte esquerda inferior, há a figura da mãe solteira. De um lado, ela pecou e consentiu em relações pré-nupciais (talvez, seja por isto que parte de sua vestimenta é vermelha, cor da luxúria), mas, por outro lado, manteve-se firme frente à tentação de abortar e, agora, carrega (não sem o auxílio de Deus) a Cruz de ser mãe sem a ajuda e o suporte de um esposo. Cruz esta que, se bem vivida, será sua porta de entrada para o céu depois que findar sua peregrinação terrestre.

Passemos agora às trevas.

 (A Nova Herodes - o próprio aborto personificado)

Na parte direita do ícone, vemos sentada, num trono vermelho, uma rainha, chamada de «Nova Herodes.» É o próprio aborto personificado, que, como o Herodes o fez outrora, promove a matança dos inocentes no mundo moderno. Ela espezinha e massacra vários bebês e recebe ainda outros (todos em posição fetal) que as mulheres lhe oferecem.

(Personificação da Crueldade, Futilidade, Indiferença e Luxúria - de baixo para cima) 

Estas mulheres estão à sua frente e personificam (de baixo para cima) a crueldade, a futilidade, a indiferença e a luxúria, sem as quais a monstruosidade do aborto não ocorreria.

(O Médico, que deveria usar seus talentos para salvar vidas, colocando-se a serviço, direto ou indireto, do aborto, está a serviço de Satanás)

Ao fundo, vemos um «médico». No original, a palavra é também grafada entre aspas, pois, sob a aparência de um médico (que deveria usar seus talentos apenas para salvar vidas), encontra-se um assassino frio, que passa uma espada no ventre de um bebê indefeso. Seu bolso está cheio de dinheiro, pois se enriquece com a matança que ele próprio promove. Ao fundo, a imagem de um dragão, a Antiga Serpente, o chamado Diabo ou Satanás, que, sedutor do mundo inteiro, seduz o «médico», colocando-o ao seu serviço. Pois, todos os que se colocam a serviço, direto ou indireto, do aborto, estão a serviço direto de Satanás.

Que deles (e de todos nós) o Senhor Deus tenha piedade.

Fonte:

http://www.ecclesia.com.br/biblioteca/iconografia/icone_ortodoxo_contra_o_aborto.html

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Deputado Paes de Lira põe os pingos nos "is" sobre a candidatura de Dilma Rousseff



O deputado Paes de Lira falou tudo. Um católico não pode votar em Dilma. Simples assim. Eu recomendo o voto em Marina Silva como mal menor (lembrem que Serra foi o responsável pela frouxa norma técnica do Ministério da Saúde que efetivou o aborto legal no país).

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Amém, Axé, Awere?

Arrumando meus papéis, encontrei um antigo (17 de julho de 2005) exemplar do folheto litúrgico O Domingo, editado pela Paulus, que guardei dado o tom completamente tresloucado que essa edição apresentou. Era o 16º Domingo Comum e o folheto resolveu comemorar o 11º interclesial das CEBs que ocorreria naquela semana.

Entre os vários absurdos um só serve para se ter a idéia do que foi feito: a Oração da Assembléia. Transcrevo-a:

"PR: Rezemos a oração para o bom êxito do 11º Intereclesial.

Lado 1: Santíssima Trindade, a melhor comunidade! / Sob a bandeira do Divino e nas congadas da alegria, / caminhamos para 11º intereclesial das CEBs.

Lado 2: Do Brasil, da nossa América, do mundo, / em comunhão ecumência com o antigo/novo jeito de ser Igreja, / seguindo a Jesus no compromisso com os excluídos, / sempre à procura do reino.

Lado 1: Os tambores da negritude e as flautas da indianidade / nos convocam a essa folia de fé e missão, / nas Minas Gerais do ouro, da palavra e da eucaristia, / do aço em têmpera de evangelho, da mineirice, da ternura e da sabedoria, / da liberdade da família de Deus.

Lado 2: Ajuda-nos a viver uma espiritualidade libertadora, / de oração, de testemunho e de solidariedade, / de co-responsabilidade adulta e de paixão juvenil. / No "grande sertão" da história e nas "veredas" do dia-a-dia, / "abrindo a porta da Igreja" para acolher e partilhar, / militando nas causas do outro "mundo possível", / honrando o sangue das testemunhas fiéis, / peneirando a nossa opção, / sendo fermento de esperança e de vida.

Todos: Por Jesus Cristo, / o crucificado ressuscitado, / nossa páscoa para sempre. / Amém... Axé... Awere... Aleluia!"

Trancrever isso é até constrangedor. Imaginem ser pego de surpresa e recitar tal palhaçada junto com o restante da assembléia; e uma assembléia eminentemente formada por idosos! Lembro que na hora, o padre, reitor de uma universidade, não agüentou e teve de rir.

Os redatores dessa pérola não têm senso do ridículo?

Fora que, além do nonsense, muito pior que o nonsense, é a possiblidade de algo assim escandalizar os mais simples (e os não tão simples) na sua fé. Evidente que uma pessoa com certo preparo inteletual pode inferir que as palavras "amém", "axé" e "awere" (?) devem significar a mesma coisa num certo contexto lingüístico, mas para a maioria fica a seguinte impressão: o que é "awere"?; "axé"! uma palavra da macumba senso usada na Missa!?!

Quando uma autoridade da Igreja vai tomar para si a responsabilidade de confrontar os criadores desse besteirol?

Anexo:

Na comunidade Apologética Católica do Orkut surgiram mais exemplos da completa falta de espírito católico do folheto litúrgico O Domingo (tudo neste ano):


Vejam o absurdo do número 3! Primeiro que hóstias já são pão, segundo que a "sugestão" pode dar ensejo às equipes de liturgia ou padres tresloucados colocarem pão comum no lugar do pão ázimo (hóstias), o que seria ilícito no nosso rito, ou mesmo pães ázimos não adequados à celebração em condições ordinárias. Duvidam? Pois vejam o que fez  o Deão Helmut Part numa procissão de Corpus Christi em Linz (Áustria/2009):


Sim, é isso mesmo: ele consagrou um pão sírio, enfiou um pau no Pão Eucarístico e saiu em procissão.

Kali Yuga na cabeça!

Mais um:





Oxente, agora vão jogar água de alfazema na gente durante a Missa? É muita palhaçada. Nada contra a água de alfazema, mas será que não existem iniciativas em mais harmonia com nossas tradições litúrgicas para serem sugeridas?

E o caos não é só aqui no Brasil. Um amigo meu voltou recentemente do Chile e me deu um exemplar do jornalzinho de lá.  Na última págima do El Domingo día del Señor  de 11 de julho de 2010 (também editado pelos Paulinos), há uma seção com comentários sobre futebol (Pitazo Final)!  Nessa parte do folheto o texto fala de como a ida da seleção do Chile à Copa do Mundo foi algo reparador para as comunidades que tinham enfrentado recentemente terremotos. Eu até entendo isso de um ponto de vista sociológico e psicológico, mas não entendo a oportunidade de gastar um espaço que deveria ser estritamente catequético com uma colocação dessas. Pura falta de foco.