quarta-feira, 3 de abril de 2013

Muita máquina e pouca água

Li hoje este absurdo na coluna de Fernando Castilho (Jornal do Commercio, Recife):

Os números dos gastos do governo federal com "a maior seca em 50 anos no Nordeste, até agora, dão uma dimensão do que ela representa para o país. Até o momento, tudo o que se gastou aqui somou R$ 7,6 bilhões. Isso mesmo: a seca grassa em exatos 1.145 municípios nordestinos e tudo que a União gastou até agora é metade do que o BNDES emprestou ao empresário Eike Batista.

Por isso, o anúncio de que o governo federal gastará mais R$ 9 bilhões é auspicioso, mas só dá a dimensão do que a região representa. A nossa seca sequer interfere no total da safra de grãos colhida este ano. E o desembolso financeiro (renegociação da dívida) soma um terço do que o BNDES emprestará à FIAT.

Entretanto, uma coisa chama a atenção no pacote anunciado ontem pelo Ministro Fernando Bezerra Colelho: o gasto de R$ 2,3 bilhões com a compra de veículos para 49 unidades do Exército, junto a um pacote de 7.075 retroescavadeiras, motoniveladoras, caminhões-caçamba, caminhões-pipa e pás carregadeiras adquiridos no atacado - e que já estão sendo entregues a cada um dos 1.415 municípios atingidos. Ou seja, para a indústria automobilística, a seca até agora está sendo uma festa.

Ou seja, o foco do governo está muito mais na ajuda ao metacapitalismo pelego e em ações espalhafatosas que no cuidado com as pessoas e no incentivo às iniciativas locais!

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