sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Lá só estudam Wittgenstein

Diálogo que ouvi esperando o elevador numa universidade:

Aqui não tem linha de pesquisa na obra de Tomás de Aquino.

Tem não. Infelizmente.

Mas na Católica deve ter.

Tem nada.

Como não? E os padres?

Fui num seminário e eles só estudam Wittgenstein, Hegel...

Por que será mesmo que a doutrina da Igreja se tornou um tesouro fechado até mesmo para o clero?

O missal de Paulo VI e a reforma da reforma litúrgica

Alguns anos atrás fui testemunha da falta de boa vontade do Pe. Paulo Ricardo com um amigo meu que era aluno dele no seminário de Cuiabá apenas pelo fato do rapaz ser tomista e defender a Missa no rito gregoriano como algo superior ao que resultou da reforma paulina. Felizmente esse quadro se transformou; Deus encontrou um caminho (a postura do Papa anterior) para mudar o coração e a inteligência desse grande comunicador católico. Este vídeo é o resultado desse processo:



Quem quiser pode acompanhar um debate sobre a aula acima neste tópico da comunidade Apologética Católica.

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Meu professor é Papa

Depois da Jornada Mundial da Juventude, muitas pessoas ficaram com vontade de saber um pouco mais sobre quem é e sobre o que pensa o Papa Francisco e acho que uma pequena entrevista publicada na revista Veja de 3 de abril de 2013 pode ser esclarecedora:
 
O padre da Igreja de Santa Cecília, no Rio de Janeiro, fala sobre o período em que foi aluno do Papa Francisco na faculdade de teologia de Buenos Aires.

Como o senhor conheceu o Papa?

Em  1985, estudei na Faculdade de São Miguel, em Buenos Aires. O Papa ainda era padre e, entre 1987 e 1988, foi meu professor em duas disciplinas: teologia pastoral e doutrina social da Igreja.

Como ele era professor?

Firme, cobrava bastante dos alunos. Mas o seu jeito simples já era claro naquele tempo. Muito sábio, mas humilde e amigo de todos. E ele tinha muito senso de humor. Reunia-se com os alunos depois das aulas e contava piadas, falava do San Lorenzo, o time de futebol dele. Lembro-me também de que ele nos mandava ler dois textos do Concílio Vaticano II de que gostava muito: Gaudium et Spes, que significa Alegria e Esperança; e Lumen Gentium, que quer dizer Luz dos Povos. Dizem muito sobre ele.

Ficou supreso quando ele foi escolhido Papa?

Muito. Nenhum jornal falava dele. Estava assistindo à transmissão do conclave e, quando anunciaram seu nome, gritei “Meu professor!”. Foi emocionante.

Quando o encontrou pela última vez?

Depois de me ordenar sacerdote, estive com ele algumas vezes. A última foi em 2012, quando almoçamos juntos na Argentina. Estava muito alegre. Vou tentar revê-lo quando vier ao Rio para a Jornada da Juventude. Agora que ele é Papa, o assédio deve ser muito grande. Mas acho que consigo falar com ele, né?