segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Meu professor é Papa

Depois da Jornada Mundial da Juventude, muitas pessoas ficaram com vontade de saber um pouco mais sobre quem é e sobre o que pensa o Papa Francisco e acho que uma pequena entrevista publicada na revista Veja de 3 de abril de 2013 pode ser esclarecedora:
 
O padre da Igreja de Santa Cecília, no Rio de Janeiro, fala sobre o período em que foi aluno do Papa Francisco na faculdade de teologia de Buenos Aires.

Como o senhor conheceu o Papa?

Em  1985, estudei na Faculdade de São Miguel, em Buenos Aires. O Papa ainda era padre e, entre 1987 e 1988, foi meu professor em duas disciplinas: teologia pastoral e doutrina social da Igreja.

Como ele era professor?

Firme, cobrava bastante dos alunos. Mas o seu jeito simples já era claro naquele tempo. Muito sábio, mas humilde e amigo de todos. E ele tinha muito senso de humor. Reunia-se com os alunos depois das aulas e contava piadas, falava do San Lorenzo, o time de futebol dele. Lembro-me também de que ele nos mandava ler dois textos do Concílio Vaticano II de que gostava muito: Gaudium et Spes, que significa Alegria e Esperança; e Lumen Gentium, que quer dizer Luz dos Povos. Dizem muito sobre ele.

Ficou supreso quando ele foi escolhido Papa?

Muito. Nenhum jornal falava dele. Estava assistindo à transmissão do conclave e, quando anunciaram seu nome, gritei “Meu professor!”. Foi emocionante.

Quando o encontrou pela última vez?

Depois de me ordenar sacerdote, estive com ele algumas vezes. A última foi em 2012, quando almoçamos juntos na Argentina. Estava muito alegre. Vou tentar revê-lo quando vier ao Rio para a Jornada da Juventude. Agora que ele é Papa, o assédio deve ser muito grande. Mas acho que consigo falar com ele, né?

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