segunda-feira, 22 de julho de 2013

O mais importante: Jesus Cristo


Acompanhei hoje a tarde a chegada e recepção do Papa pelo site do Estadão e tive a grata surpresa de ouvir está frase no Pontífice Universal na sua fala logo após o discurso da presidente:

"Não tenho ouro nem prata, mas trago o que de mais valioso me foi dado: Jesus Cristo."

Ele não podia ter sido mais feliz. Num momento conturbado para o governo, em que todos esperavam indiretas políticas, o Papa "apenas" traz a Fé. E esta, como sabemos, remove montanhas!

quinta-feira, 18 de julho de 2013

O direitista

"The true rightist is not a man who wants to go back to this or that institution for the sake of a return; he wants first to find out what is eternally true, eternally valid, and then either to restore or reinstall it, regardless of whether it seems obsolete, whether it is ancient, contemporary, or even without precedent, brand new, 'ultramodern'.

Old truths can be rediscovered, entirely new ones found. The Man of the Right does not have a time-bound, but a sovereign mind. In case he is a Christian he is, in the words of the Apostle Peter, the steward of a Basíleion Hierateuma, a Royal Priesthood. The right stands for liberty, a free, unprejudiced form of thinking, a readiness to preserve traditional values (provided they are true values), a balanced view of the nature of man, seeing in him neither beast nor angel, insisting also on the uniqueness of human beings who cannot be transformed into or treated as mere numbers or ciphers."

- Erik von Kuehnelt-Leddihn

Apontamentos sobre o 1º artigo do Credo - A criação do homem

Apontamentos sobre a criação do homem do confrade Humberto Carneiro que ministra aulas de catequese comigo:

1. Distinções prévias

Deus - espírito perfeitíssimo incriado e sem corpo.

Anjos - puros espíritos (não possuem alma) criados e sem corpo.

Homem - espírito que necessita de corpo. Alma espiritual e racional.

Animais - seres dotados de alma (princípio vital), mas sem espírito. Alma sensitiva.

Vegetais - seres dotados de alma vegetativa.

2. Da criação do homem

Deus fez o mundo do nada. Depois fez a substância espiritual (anjos) e a substância material (corporal) e, por último, a substância humana, composta das outras duas. - Concílio de Latrão.

Homem - ser dotado de corpo e alma (espiritual), criado por Deus à sua imagem e semelhança.

Corpo e alma - feitos um para o outro. A alma pede o corpo. A dor do corpo é sentida na alma. A dor da alma é sentida no corpo.

Relato bíblico: Gênesis I, 26ss

                       Gênesis II, 4-25

O corpo do homem reflete o poder e a sabedoria divina.

Imagem e semelhança - reflete nossa alma o Nosso Autor de modo infinitamente reduzido, somos dotados de inteligência, vontade e sensibilidade.

Adão e Eva - pais da humanidade.

Pontifícia Comissão Bíblia (30/06/1909): "Não se pode por em dúvida o sentido literal histórico dos três primeiros capítulos do Gênesis, nos fatos relacionados com os fundamentos da religião cristã, como são, entre outros, a criação de todas as coisas feitas por Deus no princípio dos tempos, a criação particular do homem, a formação da primeira mulher a partir do primeiro homem, a unidade do gênereo humano, etc."

"Dúvida I: Se os argumentos, acumulados pelos críticos para combater a autenticidade mosaica dos livros sagrados que se designam com o nome de Pentateuco são de tanto peso que, sem ter em conta os muitos testemunhos de um e outro Testamento considerados em seu conjunto, o perpétuo consentimento do povo judeu, a tradição constante da Igreja, assim como os indícios internos que se tiram do próprio texto, dêem direito a afirmar que tais livros não têm a Moisés por autor, mas que foram compostos de fontes, na maior parte, posteriores à época mosaica.

Resposta: negativamente."

  • Evolucionismo
Alma não pode evoluir da matéria.

  • Poligenismo
Humani Generis (12/08/1950).

Dons conferidos a Adão e Eva

  • Preternaturais - Não pertencem à natureza humana, mas não estão fora da capacidade de aquisição pelo ser humano.
Plano psíquico

I. Sabedoria superior - conhecimento natural de Deus e do mundo, ligado à inteligência (ciência infusa).

II. Perfeito controle das paixões - ligado à vontade (integridade).

Plano físico

I. Ausência de dor (imunidade).

II. Ausência de morte, após a experiência terrena (imortalidade). 

  • Sobrenaturais - Participação na natureza divina. O Espírito de Deus agindo nas almas de Adão e Eva. União com Deus (graça santificante).
Conheciam a Deus face a face.

Do pecado de Adão e Eva

Relato bíblico: Gênesis III.

Liberdade - Consciência (não havia ignorância) - Violação à obediência.

Adão e Eva comeram do fruto e pecaram:

  1. Por desobediência;
  2. Por orgulho, querendo igualar-se a Deus;
  3. Por blasfêmia, ao aceitarem a afirmação da serpente de que Deus lhes mentira, ao dizer que eles morreriam se comessem o fruto proibido;
  4. Por magia, pois esperavam que com uma causa menor (comer uma fruta) obteriam um efeito superior (tornarem-se deuses);
  5. Por satanismo, porque só esperavam esse efeito mágico pela ajuda do demônio.
Conseqüências:

Perda dos dons: a elevada sabedoria, o domínio de si mesmos, a imunidade à doença e à morte e, sobretudo, a perda da graça santificante → PECADO ORIGINAL

quarta-feira, 17 de julho de 2013

O inferior não pode obrigar o superior

A essência prática do Cristianismo está no conceito de que o indivíduo humano — alma imortal criada por Deus e remível por seu Filho da condição pecaminosa em que a queda a lançara — tem em si mesma, como tal, um valor superior maior que o de todos os poderes e pompas da terra, porque é um valor de outra ordem. Deste conceito se deriva estoutro - que o indivíduo moral é distinto do indivíduo político, e a ele superior. Deus está acima do Imperador, e a salvação da alma acima do serviço do Império. E as consequências últimas do conceito primário são estas: o critério moral é absoluto, o critério político ou cívico é relativo. O Estado está acima do cidadão, mas o Homem está acima do Estado. Nenhum Estado, nenhum Imperador, nenhuma lei humana podem obrigar o indivíduo a proceder contra a sua consciência, isto é, contra a salvação da sua alma. O inferior não pode obrigar o superior.

- Fernando Pessoa

terça-feira, 16 de julho de 2013

Não confunda uma pessoa com o mal que há nela

In the words of St. John Kronstadt, “Never confuse the person, formed in the image of God, with the evil that is in him; because evil is but a chance misfortune, an illness, a devilish reverie. But the very essence of the person is the image of God and this remains in him despite every disfigurement.”

- Donald E. Cole

O pêndulo virou

Certamente os apoiadores do aborto nos EUA, quando a Suprema Corte desse país deu uma decisão que liberou tal prática de forma irrestrita nos anos 70, não achavam que o pêndulo poderia voltar atrás. Para eles, a cultura contemporânea, com todo seu hedonismo, serviria de barreira a tudo aquilo que consideravam uma limitação da liberdade individual. Infelizmente para eles e felizmente para o gênero humano, a história se desenvolveu de outra maneira.

De fato, a persistência do movimento em favor da vida acabou conquistando "corações e mentes", e gerou o quadro que acabei de ler na Veja desta semana:

Ideia ganha vida nova

Apoio a aborto diminui entre americanos e lei restritiva no Texas reflete isso

Mudar de ideia - e de leis que não sejam as garantias civis imexíveis - é inerente às democracia, mesmo quando as mudanças parecem superficialmente conflitantes. Nos Estados Unidos, isso está acontecendo em relação a duas questões importantes: a do casamento civil de homossexuais e a do aborto. Enquanto a aprovação à primeira se amplia, na segunda, ela se retrai. Em 1996, 56% dos americanos eram a favor do aborto e 33% contra. Hoje, quarenta anos depois da célebre decisão da Suprema Corte que possibilitou a disseminação legal da intervenção, os números equivalentes são de 45% e 48%. Um reflexo disso foi a aprovação do projeto de lei no estado do Texas que proíbe os abortos depois dos cinco meses de gravidez e obriga, quando autorizados, que sejam realizados em centros cirúrgicos, limitando-os amplamente na prática. Como tudo o que envolve uma questão como a do aborto, e ainda por cima do exagerado Texas, defensores dos dois lados foram fundo. Opositores do aborto, vestindo azul, manifestaram-se na assembleia estadual com cruzes, imagens de santos, ultrassonografias de fetos perfeitamente formados e crianças consideradas menos perfeitas, e portanto abortáveis, incluindo algumas com síndrome de Down. Em trajes laranjas, defensores do aborto dançaram em círculos barulhentos e usaram cabides de arame para simbolizar uma volta a práticas passadas. Não ajudou muito que alguns deles dessem vivas ao rabudo do mal. Nem a manobra obstrucionista da senadora estadual Wendy Davis, que discursou durante onze horas ininterruptas, de tênis e casaco estilo Chanel. No fim, prevaleceram a maioria republicana e a vontade atual do eleitorado: 50% das texanas apoiam a nova legislação (44% são contra, 6% não sabem). Entre os jovens de 18 a 29 anos, o apoio vai a 52%. Na faixa acima dos 50, cai para 44%. Novos tempos.

Isso deve servir de exemplo para nós, aqui no Brasil, e para pessoas em outros países, como Portugal, onde os abortistas fazem/fizeram um esforço contínuo em prol de mudanças na legislação achando que com elas sua nefasta posição estará para sempre segura.

sábado, 13 de julho de 2013

quinta-feira, 11 de julho de 2013

BBB, o esterco e o vômito de Satanás

Dia desses estava sem o que fazer a noite e fui a uma loja de conveniência tomar um café e "ver gente", mais tarde, ao passar pelo banheiro da tal  loja, me deparei com um antigo participante do BBB numa situação bem distante daquilo que se poderia chamar de referência para a vida de qualquer pessoa e pensei no que tinha lido neste texto de D. Henrique Soares (publicado num informativo da Arca de Maria):

A situação é extremamente preocupante: no Brasil, há uma televisão de altíssimo nível técnico e baixíssimo nível de programação. Sem nenhum controle ético por parte da sociedade, os chamados canais abertos (aqueles que se podem assistir gratuitamente) fazem a cabeça dos brasileiros e, com precisão satânica, vão destruindo tudo que encontram pela frente: a sacralidade da família, a fidelidade conjugal, o respeito e veneração dos filhos para com os pais, o sentido de tradição (isto é, saber valorizar e acolher os valores e as experiências das gerações passadas), as virtudes, a castidade, a indissolubilidade do matrimônio, o respeito pela religião, o temor amoroso para com Deus.

Na telinha, tudo é permitido, tudo é bonitinho, tudo é novidade, tudo é relativo! Na telinha, a vida é para gente bonita, sarada, corpo legal... A vida é sucesso, é romance com final feliz, é amor livre, aberto, desimpedido, é vida que cada um faz e constrói como bem quer e entende! Na telinha tem a Xuxa, a Xuxinha, inocente, com rostinho de anjo, que ensina às jovens o amor liberado e o sexo sem amor, somente para fabricar um filho... Na telinha tem o Gugu, que aprendeu com a Xuxa e também fabricou um bebê... Na telinha tem os debates frívolos do Fantástico, show da vida ilusória... Na telinha tem ainda as novelas que ensinam a trair, a mentir, a explorar e a desvalorizar a família... Na telinha tem o show de baixaria do Ratinho e do programa vespertino da Bandeirantes, o cinismo cafona da Hebe, a ilusão da Fama... Enquanto na realidade que ela, a satânica telinha ajuda a criar, temos adolescentes grávidas deixando os pais loucos e o futuro comprometido, jovens com uma visão fútil e superficial da vida, a violência urbana, em grande parte fruto da demolição das famílias e da ausência de Deus na vida das pessoas, os entorpecentes, um culto ridículo do corpo, a pobreza e a injustiça social... E a telinha destruindo valores e criando ilusão...

E quando se questiona a qualidade da programação e se pede alguma forma de controle sobre os meios de comunicação, as respostas estão prontinhas: (1) assiste quem quer e quem gosta, (2) a programação é espelho da vida real, (3) controlar a informação é antidemocrático e ditatorial... Assim, com tais desculpas esfarrapadas, a bênção covarde e omissa de nossos dirigentes dos três poderes e a omissão medrosa das várias organizações da sociedade civil - incluindo a Igreja, infelizmente - vai a televisão envenenando, destruindo, invertendo valores, fazendo da futilidade e do paganismo a marca registrada da comunicação brasileira.

Um triste e último exemplo de tudo isso é o atual programa da Globo, o Big Brother (e também aquela outra porcaria, do SBT, chamada Casa dos Artistas). Observe-se como Pedro Bial, apresentador global, chama os personagens do programa: "Meus heróis! meus guerreiros!" - Pobre Brasil! Que tipo de heróis, que guerreiros! E, no entanto, são essas pessoas absolutamente medíocres e vulgares que são indicadas como modelos para nossos jovens.

Como o programa é feito por pessoas reais, como são na vida, é ainda mais triste e preocupante, porque se pode ver o nível humano tão baixo a que chegamos! Uma semana de convivência e a orgia corria solta... Os palavrões são abundantes, o prato nosso de cada dia... A grande preocupação de todos - assunto de debates, colóquios e até crises - é a forma física e, para completar a chanchada, esse pessoal, tranquilamente dá-se as mãos para invocar Jesus... Um jesusinho bem tolinho, invertebrado e inofensivo, que não exige nada, não tem nenhuma influência no comportamento público e privado das pessoas... Um jesusinho de encomenda, a gosto do freguês... que não tem nada a ver com o Jesus vivo e verdadeiro do Evangelho, que é todo carinho, misericórdia e compaixão, mas odeia o fingimento, a hipocrisia, a vulgaridade e a falta de compromisso com Ele na vida e exige de nós a conversão contínua! Um jesusinho tão bonzinho quanto falsificado... Quanta gente deve ter ficado emocionada com os "heróis" do Pedro Bial cantando "Jesus Cristo, eu estou aqui!"

Até quando a televisão vai assim? Até quando os brasileiros ficarão calados? Pior ainda: até quando os pais deixarão correr solta a programação televisiva em suas casas sem conversarem sobre o problema com seus filhos e sem exercerem uma sábia e equilibrada censura? Isso mesmo: censura! Os pais devem ter a responsabilidade de saber a que programas de TV seus filhos assistem, que sites da internet seus filhos visitam e, assim, orientar, conversar, analisar com eles o conteúdo de toda essa parafernália de comunicação e, se preciso, censurar este ou aquele programa. Censura com amor, censura com explicação dos motivos, não é mal; é bem! Ninguém é feliz na vida fazendo tudo que quer, ninguém amadurece se não conhece limites; ninguém é verdadeiramente humano se não edifica a vida sobre valores sólidos... E ninguém terá valores sólidos se não aprende desde cedo a escolher, selecionar, buscar o que é belo e bom, evitando o que polui o coração, mancha a consciência e deturpa a razão!

Aqui não se trata de ser moralista, mas de chamar atenção para uma realidade muito grave que tem provocado danos seríssimos na sociedade. Quem dera que de um modo ou de outro, estas linhas de editorial servissem para fazer pensar e discutir e modificar o comportamento e as atitudes de algumas pessoas diante dos meios de comunicação.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Processo sem controle

Artigo do ex-governador de Pernambuco Roberto Magalhães (Jornal do Commercio, Recife 20 de junho de 2013) que trata da questão do descalabro em que se transformou a demarcação de terras indígenas e dos perigos que isso pode trazer para a unidade da pátria:

A demarcação de terras indígenas no país vem sendo discutida a longo tempo sem os critérios de responsabilidade e brasilidade que merecia e merece, pela sua extrema relevância.
Bastaria lembrar que, pelos dados atuais do IBGE, a partir do Censo 2010, o Brasil tem atualmente 896.917 índios ocupando aproximadamente 14% do território brasileiro, e desse total 517.383 (57,7%) ocupam terras indígenas.

Considerando os critérios adotados pelos peritos e agentes da Funai, pode-se calcular em 2,3km² de território para cada um desses índios assentados e vivendo em terras indígenas. Não é difícil dividir-se os 14% do território nacional pelo número de silvícolas assentados.
A situação agravou-se muito depois da promulgação da Constituição de 1988, que no seu art. 231, §6º, estabeleceu serem nulos e extintos não produzindo efeitos jurídicos os atos que tenham por objeto a ocupação, o domínio e a posse das terras demarcadas e a exploração das riquezas dos solos, rios e lagos.

Também dispôs a norma constitucional referida não gerar a nulidade e a extinção de direitos sobre as terras demarcadas, indenizações, nem ações de reivindicação contra a União, tornando exceções apenas as indenizações derivadas da ocupação de boa-fé.

Criou-se, assim, o conflito entre duas normas constitucionais, a supracitada dos indígenas (art. 231, §6º) e a do artigo 5º, XXXV, que estabelece: - A lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário, lesão ou ameaça a direito.

Infelizmente, a verdade é que nem o Supremo Tribunal Federal poderá apreciar qualquer reivindicação de terra demarcada pela Funai e homologada pelo ministro da Justiça.

Mas não fica aí o descalabro, a Constituição de 1988 não outorgou à Câmara dos Deputados e ao Senado Federal qualquer atribuição nessa matéria.

Por incrível que seja, a Funai tem cuidado de tudo, como se o Brasil não fosse uma democracia e os três poderes federais estivessem instalados e em pleno funcionamento, assim como a federação.

Ela, a Funai, escolhe os peritos que elaboram os mapas e apresentam como serão demarcadas as terras, atribuem o seu valor, e comandam todas as ações necessárias às ocupações e as expulsões (dos não-índios, ainda que casados com índias). E o Congresso Nacional de braços cruzados por força da Carta de 1988.

Se alguém quiser saber mais sobre isso, olhe o que foi a demarcação da "Raposa Serra do Sol", que, pela área já aprovada, ocupa 49% do território do estado de Roraima.

A herança negativa para as futuras gerações de brasileiros não-índios diz respeito à cobiça por diversas nações quanto à Amazônia, e a manipulação que haverão de fazer das comunidades indígenas brasileiras, dada a autonomia que vem sendo estimulada por diferentes setores que atuam junto às reservas e à floresta, como ONGs nacionais e estrangeiras, religiosos das mais diversas origens, nacionais e estrangeiros, e, mais recentemente, a própria ONU, com sua "Declaração das Nações Unidas sobre os direitos dos Povos Indígenas", que o Brasil assinou.

Tal declaração, a que os países desenvolvidos em sua maior parte não aderiram, resulta em estímulo à autodeterminação dos povos indígenas, atribuindo-lhes direito de celebrar tratados e acordos com os Estados, o que significa serem uma pessoa jurídica com capacidade para atuar, inclusive, no plano internacional.

Além disso, reconhece aos povos indígenas o direito, em particular para os que estão divididos por fronteiras internacionais, de manter contatos de caráter espiritual, cultural, político e econômico com outros povos através das fronteiras (art. 36).

Em futuro ainda distante, mas previsível, teremos bolsões étnicos, se valendo, entre outros argumentos, do apoio de importantes instituições internacionais, para alcançar a sua independência como nações.

Talvez seja tarde para acabar com a bagunça das demarcações, mas é um dever de todos os brasileiros manter a integridade do território nacional e da nação.

Esse texto pode ser confirmado pela maneira revoltante como a Polícia Federal atuou na desocupação da reserva Raposa Serra do Sol:



Nestes outros vídeos (de uma série do Jornal da Band chamada Fronteira do abandono) vemos a que fim levou essa operação desastrosa: 

Primeiro episódio



O resultado nefasto da loucura que foi criar um Kosovo em Roraima fica claro no primeiro episódio dessa série:

1) Pobreza para os índios e para as os brasileiros de outras etnias que já ocupam a região a três ou quatro gerações.

2) Flagrante injustiça nas indenizações para quem perdeu tudo.

3) Incentivo à falta de solidariedade entre os que formam nossa família nacional.

Segundo episódio



Nesse episódio vemos como a reserva Raposa Serra do Sol não garantiu uma qualidade de vida melhor para os índios, antes transformou-os em dependentes do governo federal (bolsa família). Além disso, temos um claro exemplo de como o radicalismo de certos ambientalistas e ativistas pelos direitos dos índios contra os ganhos materiais da civilização moderna só podem levar ao tipo de absurdo que foi retratado no filme A Ilha: a falta do básico para uma vida produtiva (estradas sem conservação, falta de professores e médicos, etc.). Por fim, é apresentado mais um grave caso de como a criação da citada reserva promoveu um tipo de mentalidade independentista que põe em perigo a integridade da pátria.

Terceiro episódio



Neste terceiro e último episódio vemos os resultados da irrefletida (será?) criação da reserva para a economia da região e para a segurança nacional. Economicamente houve a troca de uma atividade legal, que pagava impostos e incentivava outros setores da economia (indústria), o cultivo de arroz, pelo contrabando da e para a Venezuela. Mas o problema principal é uma das conseqüências da mentalidade que apontei no episódio anterior: a empáfia dos índios ao recusarem a presença do Exército nas suas terras. Não dá para continuar a tolerar algo assim.

terça-feira, 2 de julho de 2013

O culto católico

Uma tradução da obra “O culto católico e suas cerimônias e seus símbolos” do Pe. A. Durand (foi uma indicação do confrade Paulo Vinícius):

Cerimônias e símbolos do rito gregoriano

Neo racismo oficial

Artigo do economista e consultor Sérgio C. Buarque publicado no Jornal do Commercio (Recife, 20 de junho de 2013) e que subscrevo totalmente:

O racismo e as teorias raciais inventadas no século XIX alimentaram o discurso da superioridade e a discriminação de povos e grupos sociais, e difundiram a ideia de uma raça pura com rejeição à miscigenação que, segundo Joseph Arthur de Gobineau, levaria à degenerescência física e intelectual. Este racismo está na origem brasileira com o escravismo racial e a divisão social que seguiu à abolição. Mas, muito diferente do que ocorreu nos EUA, ao longo dos séculos, foi se formando no Brasil uma nação singular da mescla de culturas, origens e cores gerando uma síntese que, sem eliminar a diversidade, enriquece o conjunto. Mesmo convivendo com formas sutis de discriminação - longe de uma sonhada "democracia racial" - o Brasil não é um país dividido em múltiplas raças ou cores, não é um mosaico racial como os EUA e alguns países europeus. Com 43% dos brasileiros pardos (auto-classificação), nem brancos nem pretos, tão afro quando euro-descendentes, e considerando o elástico conceito de "branco", até por conta do preconceito, a esmagadora maioria dos brasileiros é mestiça, mulata ou morena.

Mesmo assim, o Brasil tenta retomar velhos e arcaicos conceitos raciais. Em pleno século XXI  e depois que os estudos do genoma humano acabaram com o conceito biológico de raça, o governo brasileiro - Secretaria de Igualdade Racial e Estatuto da Igualdade Racial - vem introduzindo regras mecanismos para classificar a população pela cor da pele, reinstalando no Brasil a divisão racial do cidadão. A mais recente e grotesca manifestação deste neo racismo oficial é a exigência do CNPq de inclusão da raça do pesquisador no curriculum Lattes. Para que? Vão criar cota para a distribuição de bolsa pesquisa?

Como grande parte das regras que tem sido criadas com o chamado "politicamente correto", a denominação racial tende a ter efeito inverso do desejado: recriando o conceito de raça para distinguir as pessoas, o governo e sua legislação retomam velha e desqualificada diferenciação. Essa divisão não ajuda e termina fragmentando a sociedade e reacendendo as diferenças de raça que se misturam no ethos brasileiro. O que se pretende é acabar com o preconceito e o racismo, nas diferentes formas de diferenciação, para o que já existe uma legislação rigorosa que prende e condena o criminoso racista.

O preconceito se enfrenta criticando a diferenciação e não ressaltando as diversas tonalidades da cor da pela desta nação mesclada. O Estatuto, pretendendo acabar com o racismo, inicia pelo oposto: distinguindo as raças para depois dizer que são iguais. O que precisamos é combater as desigualdades sociais e, como a maioria dos brasileiros e dos pobres é mulata, temos que enfrentar a pobreza - na verdade, as suas causas estruturais - para eliminar as desigualdades raciais. Todo o contrário do que define o Estatuto (e agora o CNPq) com estas classificações que fragmentam a sociedade com o velho e condenável critério racial.