sábado, 2 de agosto de 2014

O blog está de mudança

Depois de anos na plataforma Blogger, o blog Apologética Católica está de mudança. 

Em primeiro lugar, eu gostaria de dizer que a sou grato ao Google pela manutenção deste meio de publicação e, inclusive, o indicaria sem problemas para quem quer iniciar um site com um viés sério ou mesmo para um com caráter profissional (para passar tempo, acho que o Tumblr cumpre melhor esse papel). Contudo, quem escreve numa internet cada vez mais fragmentada necessita interagir com os seus pares e, nesse âmbito, o Blogger acabou escanteado pelo surgimento do Google +. Perdemos o Blogs of Note, o leitor de feeds parece relegado ao passado e as comunicações oficiais são feitas de um modo muito automatizado... enfim, o quadro atual não me satisfaz, preciso de um provedor mais focado e que incentive seus clientes. Por isso, após analisar várias alternativas, resolvi mudar o blog para o Wordpress.com.

O site continua com o mesmo nome, mas agora em um domínio próprio: 


Todos os posts aqui presentes serão transferidos pouco a pouco, bem como os comentários que os acompanham. Nada será perdido. Este site continuará no ar, como uma espécie de arquivo secundário.

Vejam as últimas publicações:

APOLOGÉTICA CATÓLICA

sexta-feira, 16 de maio de 2014

quinta-feira, 15 de maio de 2014

O sofrimento

Este texto agora pode ser lido aqui.

segunda-feira, 5 de maio de 2014

sábado, 26 de abril de 2014

O relativismo

Este post agora pode ser lido aqui.



terça-feira, 15 de abril de 2014

Deu PT

Este post agora pode ser visto aqui.

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Ver é tudo de bom

Sexta-feira passada eu estava fazendo compras numa papelaria e encontrei um senhor conhecido meu da Sociedade de São Vicente de Paulo que estava na companhia de uma amiga, também idosa. Eles passaram a conversar enquanto esperávamos na fila do caixa, e aí eu ouvi o seguinte diálogo que me deu uma boa lição a ser sempre rememorada:
 
- Dona Maria, você foi ao médico?

- Fui sim. Mas não estou com catarata não.

- Que bom.

- Se é. Minha irmã teve de esperar ela cobrir o olho todo para fazer a operação. Ficou cega um tempo.

- Parece que hoje em dia não precisa disso não.

- Não sei… mas ver é tudo de bom. É o melhor que existe.

- É sim.

- E andar também… é uma alegria andar.

Aí ela olhou para mim é disse:

- Ver e andar é tão bom, né? É o que há de melhor.

Só pude balançar a cabeça concordando e pensei em como, às vezes, reclamo da vida sem o menor motivo sério, esquecendo de valorizar as coisas simples de que só sentimos a falta quando não as temos mais.

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Conheça a Missa em quadrinhos

Obra do Pe. Demetrius Manousos, com imprimatur do Cardeal Spellman (1954, em inglês), que apresenta o rito gregoriano e a teologia em que ele se sustenta em formato de quadrinhos. É ótimo para crianças, mas também serve aos adultos.




quarta-feira, 9 de abril de 2014

II Domingo depois da Páscoa

Dando continuidade ao trabalho que deu origem ao Ordinário da Missa divulgado aqui no blog, alguns membros da Comunidade Apologética Católica se uniram para fazer Próprios que reúnam o que há de melhor em vários missais dos fiéis e mais um pouco. Nosso primeiro exemplar dessa nova etapa acabou de ficar pronto e, assim sendo, compartilho abaixo os links do arquivo em PDF para o Próprio do II Domingo depois da Páscoa no rito gregoriano (o primeiro está em formato de livreto e o segundo em formato normal - sugiro que as comunidades ligadas ao rito tradicional imprimam um exemplar em formato de livreto e depois tirem fotocópias dele):



Visão de 1964

Este texto agora pode ser lido aqui.

quarta-feira, 26 de março de 2014

Rito gregoriano pré-tridentino e devoção a santos "ortodoxos"

Recebi a seguinte pergunta do leitor Vinícius:

Duas perguntinhas... Pode me falar alguma coisa sobre o rito pré tridentino?
 
Pode me explicar como são gregório de palamos, são serafim de sarov e são sergio radonez mesmo pós cismáticos são venerados na Igreja católica?

Vinícius, o rito gregoriano pré-tridentino tinha muitas variações de base local, ou seja, numa certa diocese ou comunidade religiosa uma série de elementos eram acrescentados ao centro que vinha de São Gregório Magno e que foi mantido por São Pio V. Por exemplo, no Sarum (o rito gregoriano pré-tridentino usada nas dioceses sufragâneas da de Salisbury, na Inglaterra) havia uma recitação dos mandamentos durante a Missa e a elevação das espécies era feita com os punhos cruzados.  É bom lembrar que a reforma tridentina permitiu a permanência das variações em uso há mais de 200 anos, mas no século XIX a maioria das dioceses com tal privilégio, de maneira livre, resolveu adotar o rito romano oficial (o Cura D´Ars celebrava no "rito de Lyon", uma variação do rito gregoriano).

A veneração de santos cultuados pelos cismáticos se dá pelo fato de se considerar que eles não foram realmente cismáticos, já que a compreensão do cisma se deu de modo gradual no antigo mundo de rito bizantino (as coisas não eram instantâneas como hoje). Agora, esse é apenas um princípio geral, pois existem dificuldades em casos específicos sobre os quais não tenho um conhecimento maior.

terça-feira, 25 de março de 2014

O que é religião

Primeira aula de um curso que o Professor Luiz Gonzaga de Carvalho deu sobre as religiões do mundo e na qual ele trata do conceito de religião no âmbito de uma pesquisa sobre religião comparada:


sábado, 22 de março de 2014

quarta-feira, 19 de março de 2014

Primeira edição do Ordinário

Quero compartilhar as fotos da primeira edição (em gráfica) de nosso ordinário num tamanho grande (está sendo vendido a 10 reais aqui em Recife):





Nos próximos dias, na comunidade, vamos iniciar um trabalho semelhante com os próprios das missas dominicais.

quarta-feira, 12 de março de 2014

A “economia” do sexo



Pequeno documentário, em inglês, que de uma maneira criativa, usando a linguagem da economia, reflete sobre mudanças causadas pela “revolução sexual” na dinâmica das relações que levam ao casamento.

sexta-feira, 7 de março de 2014

O renascimento da religião na Rússia

Um pequeno documentário feito pelo SPORTV sobre o renascimento da prática religiosa na Rússia:


Quiçá possamos aprender algo com esse processo para reconquistar o Ocidente e depois expandir a fé verdadeira naquelas paragens.

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Além das montanhas


Eu tinha lido vários comentários sobre o filme romeno Além das montanhas (Cristian Mungiu, Romênia, 2013) antes de ir vê-lo, mas nenhum me preparou para o que assisti.

Essa obra cinematográfica conta a história real de um exorcismo que deu errado (em 2005). Devo confessar que duas coisas me atraíram nos textos que li: um possível retrato do obscurantismo dos cismáticos "ortodoxos" e o exorcismo em si mesmo (quem já presenciou casos reais tem sempre um interesse mórbido na questão).


Para minha surpresa, o que o filme relatou foi bem diferente. Nele temos um delicado mergulho na vida de uma comunidade de crentes, convicta de seus princípios, mas, ao mesmo tempo, paciente com as falhas (e os pecados) dos seus membros. Naturalmente, os indiferentes e os que tiveram uma experiência religiosa sociologicamente sectária (mesmo dentro da Igreja) nunca vão entender a convivência entre essas duas facetas.


Bem, indo diretamente aos fatos, temos a história da volta de uma romena (Alina) que tinha imigrado para a Alemanha a sua terra natal (uma cidade do interior). Ela volta devido ao chamado de uma antiga amiga do orfanato em que viveu (Vouchita), agora pertencente a um jovem monastério fundado por um padre reformador (o Pai). Ocorrem vários conflitos nessa volta, seja de Alina com seus antigos tutores, seja dela com os integrantes da comunidade religiosa (ela se hospeda entre eles).

Pouco a pouco, começa a se delinear uma antiga história de amor, que envolvia Alina e sua amiga monja. Voichita entende sua condição, mas prefere sacrificar o amor terreno pelo amor ao Cristo (e fala tudo com uma sinceridade dolorosamente tocante); já Alina nutre sem cessar  esperanças por esse amor, e ensaia uma entrada no mosteiro apenas para ficar ao lado da alma que aquece seu coração e lha dá forças para enfrentar uma nova volta à Alemanha.

Nesse momento, Alina passa a ter um comportamento estranho, histérico, aparentemente derivado do seu amor não concretizado (que todos percebem como algo possível à condição humana). Os superiores da comunidade religiosa levam-na a um hospital, onde as complicações de um sistema de saúde desorganizado e desumanizado, sem recursos e burocrático (resultado de anos de socialismo seguidos de anos de liberalismo), impedem a adequada identificação e tratamento do problema pelo qual ela passa. Uma enfermeira e um médico são os primeiros a sugerir que se está diante de uma possessão, mas o Pai sabe que isso não pode ser afirmado de pronto, sem que outras possibilidades se esgotem, e decide não fazer oração alguma para a expulsão dos demônios. Continua, desse modo, a ajudar Alina com os custosos medicamentos indicados no hospital.

No correr dos dias, os ataques de Alina passam a interferir na vida interna do mosteiro e nas atividades de apostolado externo que ele mantém. Fora isso, pelo bem da virtude, o contato entre ela e Voichita tem de ser cortado. O quadro só se agrava...


Desse modo, movido pela única forma que tem de ajudar a hóspede problemática, e autorizado pelo irmão dela, que também passa a viver na comunidade religiosa, o Pai inicia as orações de exorcismo. Aqui está o ponto fulcral da história: o exorcismo não foi o produto do obscurantismo de quem quer que seja, foi a única maneira que aquelas pessoas encontraram para ajudar alguém que sofria.

Daí temos uma série de eventos em que o controle da situação é perdido no desespero, no frio e no esgotamento físico e mental do Pai e das monjas, como a amarração de Alina a um conjunto de tábuas (por acaso, semelhantes a uma cruz, mas que só tinham a função de servir de maca). Tudo, enfim, desemboca na morte acidental da suposta possessa.  


Então "todos acordam" e o mundo externo ao mosteiro e aos segredos da vida de qualquer família se faz presente novamente, com suas máscaras e idiossincrasias. A confiança em Deus e a honra em assumir os próprios atos é o que resta.  

Um materialista rancoroso vai sempre olhar esse fato da pior maneira possível; alguém com essa característica não fará o menor esforço de compreensão. Mas é bom lembrar que esse esforço não elimina a tragédia, antes a torna realmente uma tragédia, isto é, desvela todo o drama, todo o conflito, que envolveu os personagens. Um grande filme, uma grande história, cuja essência (a necessidade de escolhas difíceis) todos vivemos ou vamos viver em algum momento.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Ordinário da Missa (rito gregoriano/tridentino)


No nosso país o movimento em prol da restauração da liturgia gregoriana enfrenta muitas dificuldades, algumas derivadas da falta de organização e espírito comunitário de nossos companheiros de luta, outras da falta de foco, que levam os esforços a se perderem em torno de questões bizantinas (como a famosa "querela das calças femininas"). Não podemos deixar de lembrar, também, que muitas vezes a falta de recursos financeiros se faz sentir, seja por pura falta de meios, seja pela irresponsabilidade das pessoas em contribuírem monetariamente com seus grupos de pertença. Todos esses fatores somados acabam impedindo certas coisas básicas, como a publicação de um Missal dos fiéis em latim/português. O católico tradicionalista brasileiro tem de lidar com velhos missais comprados em sebos ou repassados por parentes mais velhos, ou, às vezes, contar com a sorte para adquirir um que ficou no estoque de alguma loja.

Para suprir essa falta, várias pessoas ou grupos publicaram pequenos ordinários que, se juntados aos próprios que o grupo aqui de Recife produz (para ser mais específico, o confrade Karlos - e que serão futuramente disponibilizados neste blog), dão conta do recado. Assim sendo, os membros da Comunidade Apologética Católica também se engajaram na tarefa de produzir um novo ordinário, com a melhor coleção de rubricas possível (derivadas de uma seleção feita nos missais já consagrados e em livros como o Missa Tridentina - Explicações das orações e cerimônias da Santa Missa, de D. Guerranger) e com uma tradução que também reúne algo das já existentes, mas sem arcaísmos ou lusitanismos (mas sempre com a poesia).

O trabalho durou uns sete meses e, por experiência própria com seu uso numa celebração, atesto que ficou com uma excelente qualidade. Vou postar em anexo o resultado. É bom lembrar que ele está no formato para ser impresso em forma de livreto, ou seja, uma página dessa é para metade de um A4 em paisagem. Espero que com essa modesta contribuição possamos ajudar na universalização das celebrações no rito romano tradicional na nossa pátria (nosso país nasceu com ele).

Ordinário da Missa

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Ordo 2014


Segue em anexo o Ordo de 2014 para as missas dominicais no rito gregoriano usado em Recife e que pode, com grande facilidade, ser adaptado para outros locais.