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Os livros apócrifos e a catequese

Pergunta recebida sobre os livros apócrifos:

"As razões que levaram a Igreja a não considerá-los como Palavra de Deus, é que muitos são fantasiosos sobre a pessoa de Jesus e outros personagens bíblicos, além de possuírem até heresias como o gnosticismo, mas neles existem algumas verdades históricas. É correto do ponto de vista catequético, levar o conteúdo desses livros ao conhecimentos de leigos em teologia?"

De um ponto de vista catequético não! Na catequese devemos focar no básico e, certamente, aumentar o conhecimento sobre os apócrifos quando não se tem tempo direito de fazer as pessoas conhecerem os livros canônicos é algo que não faz sentido. Agora, as informações colhidas deles e que são corroboradas pela Igreja (por fazerem parte da Tradição), como os nomes dos pais de Nossa Senhora (São Joaquim e Sant´Ana), podem ser repassadas.

E nem todos os apócrifos são heréticos. Apócrifo não quer dizer herético, mesmo porquê vários livros citados tanto no Antigo como no Novo Testamento foram perdidos. Um exemplo é o da Epístola de S. Judas Tadeu, que cita O Livro de Enoch e A Assunção de Moisés, livros que não estão no cânon, mas não são heréticos.

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