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Mostrando postagens de Abril, 2010

O tabaco e a alma

Texto de Michel P. Foley (Publicado na revista First Things n.72, Abril de 97)

Tradução e Notas de Márcio Umberto Bragaglia
A atual, barulhenta e irresponsável[1]campanha mundial contra o fumo não só incutiu dolorosamente em quase todas as pessoas o medo dos efeitos do tabaco sobre o corpo humano, mas também serviu para obscurecer a mais profunda das razões de popularidade do ato de fumar: sua relação com nossa alma. Enquanto os dias de glória do fumo passam para as cinzas da história, é o momento de refletirmos sobre sua conexão com o espírito humano. 
Obviamente, a alma é algo de grande complexidade. Há muito tempo Platão sugeriu que nós considerássemos a alma como sendo dividida em três partes: a vegetativa-sensorial, a espiritual (ou sensitiva) e a racional[2], correspondendo …

Reforma da "reforma"

Cinco perguntas que nenhum protestante consegue responder (mas qualquer católico consegue)

Revirando meus papéis, encontrei um pequeno panfleto apologético de autoria de Carlos Ramalhete, que imprimi em 2001. Ele é bem interessante e, por isso, vou reproduzi-lo (com pequenas modificações).
Cinco perguntas que nenhum protestante consegue responder (mas qualquer católico consegue)
1 – Por favor, diga-me uma razão para aceitar a Bíblia que um muçulmano não poderia usar para considerar o Corão inspirado por Deus?
Nós, católicos, aceitamos a Bíblia como Palavra de Deus porque a Igreja que Cristo fundou e confiou a Pedro (Mateus XVI, 18), e que é a Coluna e Firmamento da Verdade (I Timóteo III, 15), diz que a Bíblia é a Palavra de Deus. Como dizia Santo Agostinho, “creio nos Evangelhos porque a Santa Madre Igreja me diz para crer neles”.

2 – Por favor, diga-me porquê você aceita apenas uma parte da Bíblia (afinal, a lista de livros que compõem o Novo e o Antigo Testamento foi determinada ao mesmo tempo – aliás, junto com o título de Mãe de Deus para Nossa Senhora – e você aceita apen…

Vídeos sobre o PNDH-3

Deputado Paes de Lira critica palhaçada de Lula:



O famoso jurista Ives Gandra Martins também deu declarações sobre o decreto, considerando-o um instrumento preparatório para uma ditadura:


Padre Paulo Ricardo comenta sobre o PNDH-3:





O que fazer com objetos religiosos velhos ou danificados?

Pergunta recebida:
"O que fazer com objetos religiosos velhos ou danificados (como imagens quebradas, missais irrecuparáveis, escapulários estragados)?"
Tudo que é sagrado deve ser tratado com respeito, e tanto mais respeito quanto mais sagrado. Por isso, essa pergunta é de grande importância.

Em outras palavras, a pergunta é: como se desfazer, de maneira respeitosa, de um objeto sagrado ou de um texto religioso que se deteriorou a ponto de não mais servir para uso (nesse último caso, dependendo do texto, é sempre bom avaliar a possibilidade de restauração, já que no nosso país, hoje em dia, é difícil conseguir uma boa literatura católica)?

Textos de orações, estampas religiosas, bíblias ou missais que se encontram esmaecidos pelo uso, ou se desfizeram em pedaços, estão, por isso mesmo, num estado tal que, em muitos casos, são indignos da condição sagrada. Assim, o próprio respeito ao seu conteúdo ou ao seu significado pede que sejam destruídos (isso até se tratando de objetos…

Exegese da continuidade na Nostra Aetate

O Concílio pastoral Vaticano II produziu o documento Nostra Aetate, que tratou do relacionamento do catolicismo com outras religiões, como o hinduísmo, o budismo, o islã e o judaísmo. Nele elementos positivos e negativos de cada uma delas foram abordados.

No que tange aos muçulmanos, diz o Concílio que eles adoram o Deus único, vivo e subsistente em si próprio.

Mas como pode ser isso, já que eles não crêem na Trindade e não aceitam Nosso Senhor como filho de Deus? Como podemos dizer que os muçulmanos adoram o mesmo Deus que nós? Vou analisar essa questão me baseando num texto do famoso apologeta Michael Jacob.

Bem, muitos dos críticos da Nostra Aetate passam ao largo da nota que ela faz a carta que o Papa Gregório VII escreveu ao rei Anzir da Mauritânia. Nela está dito (a tradução é minha e é livre):

“Vós e Nós estamos unidos, por uma caridade peculiar, comparada com o resto das nações, pois nós acreditamos e confessamos o Deus único, mas duma maneira diferente, a Quem nós louvamos e…

Os livros apócrifos e a catequese

Pergunta recebida sobre os livros apócrifos:
"As razões que levaram a Igreja a não considerá-los como Palavra de Deus, é que muitos são fantasiosos sobre a pessoa de Jesus e outros personagens bíblicos, além de possuírem até heresias como o gnosticismo, mas neles existem algumas verdades históricas. É correto do ponto de vista catequético, levar o conteúdo desses livros ao conhecimentos de leigos em teologia?"
De um ponto de vista catequético não! Na catequese devemos focar no básico e, certamente, aumentar o conhecimento sobre os apócrifos quando não se tem tempo direito de fazer as pessoas conhecerem os livros canônicos é algo que não faz sentido. Agora, as informações colhidas deles e que são corroboradas pela Igreja (por fazerem parte da Tradição), como os nomes dos pais de Nossa Senhora (São Joaquim e Sant´Ana), podem ser repassadas.
E nem todos os apócrifos são heréticos. Apócrifo não quer dizer herético, mesmo porquê vários livros citados tanto no Antigo como no Novo Tes…