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Mostrando postagens de Janeiro, 2011

Pode existir socialismo (marxista) justo?

A justiça sempre consiste em se estabelecer alguma igualdade. Entretanto, a justiça apresenta divisões. Não é um conceito unívoco, mas analógico. Há a justiça legal, que se exerce pela lei e cuja finalidade é ordenar os atos de todos os cidadãos para que concorram ou ao menos não contrariem o bem comum, e a justiça particular, que se subdivide, por sua vez, em justiça comutativa, que é quando um cidadão entra em consórcio com outro cidadão, e justiça distributiva, que é quando o Estado confere a cada cidadão, em particular, aquilo que lhe cabe do bem comum. A justiça distributiva não busca uma igualdade aritmética, ou seja, ela não pretende distribuir em partes numericamente iguais os bens da sociedade. Por quê? Porque toda sociedade, por sua própria constituição, apresenta uma hierarquia, segundo a qual cada cidadão contribui mais ou menos para a consecução do bem comum. Ora, é segundo esta corroboração que cada cidadão dá para a persecução do bem comum que lhe será disp…

Eles sabem que estão no fim

Os itinerários culturais da revolução

Algumas vezes o óbvio precisa ser dito. Foi isso que senti ao ler a definição de cultura  ("cultura é aquilo que resta quando já se esqueceu tudo") no artigo que transcrevo abaixo, de autoria de Lois Daujarques (Hora Presente, outubro de 1970). De fato, fazendo eco ao que disse Olavo de Carvalho num texto postado neste blog, o que realmente importa no que chamamos cultura é aquilo que vai traduzir nossa adaptação à ordem do real quanto tudo o mais não existir (é o caso de Dom Quixote no que se refere à Espanha ou a arquitetura gótica no que se refere à cristandade medieval). Por isso mesmo, o ódio da Revolução (o processo multissecular de desagregação das instituições e modelos de pensamento nascidos da propagação do Evangelho) ao que é real é uma ameaça à cultura, à verdadeira cultura. De tal ameaça tratará o texto de Lois Daujarques; é um artigo que permanece atual e que, portanto, pode ainda hoje nos ajudar a entender como se dá a "revolução cultural". Atualizei…

Por que devemos ir à Missa e não apenas orar em casa?

Pergunta recebida:
Por que devemos ir à Missa e não apenas orar em casa?
Numa oração privada ou em grupo (que não é a mesma coisa que oração pública) não temos nem de longe o que encontramos na Missa.A Missa não é essencialmente uma reunião de pessoas em oração e nem o sacerdote é apenas o condutor de um grupo de intercessão; a Missa é a renovaçãoincruenta do Sacrifício da Cruz, é o ato mais sublime, mais perfeito para exprimir a Deus a nossa condição de criatura. O que obtemos numa Missa está muito acima de tudo que podemos obter orando em nossas casas, pois ir à Missa não é sinônimo de rezar (rezar é louvar, pedir, agradecer), ir à Missa é adorar, oferecendo ao Senhor o sacrifício perfeito.

Creio que este folheto esclarece bem o assunto: