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Mostrando postagens de Junho, 2011

Não existe sociedade ou Estado laico

Recebi a seguinte pergunta de um anônimo:
O Estado laico e secularizado necessita de pressupostos normativos que ele mesmo possa produzir?
Acho que essa pergunta não está bem feita, mas, do que entendi dela, eu diria que não. O legislador ao produzir uma norma não produz, ao mesmo tempo, os pressupostos dela, pois tais pressupostos simplesmente existem (seja no campo sociológico - e aí temos os motivos de conveniência que levam a uma norma jurídica -, seja no campo dos valores - e aí temos os princípios balizadores da produção normativa).

E é precisamente no campo dos valores que o lenga-lenga laicista mostra todas as suas limitações. Não existe sociedade ou Estado laico. Essa é uma concepção utópica, que desconhece a natureza da própria interação social. Uma sociedade só pode subsistir se compartilha referenciais comuns de “certo e errado”, e esses referenciais não podem ser científicos ou políticos, pois devem ser totais, e o conhecimento científico ou político é compar…

Aula de Teologia segundo a pedagogia politicamente correta

Infelizmente, esse tipo atitude existe na vida real, e, em boa parte, dentro da Igreja, deriva dos frutos da obra "Igreja: Carisma e Poder", criticada pelo Pe. Paulo Ricardo aqui:


O homem, animal político

Ao longo do século passado, os católicos fiéis à Tradição tiveram de lidar com as duas "cabeças de Janus" que atormentaram a humanidade: o totalitarismo coletivista (comunismo marxista, fascismo, nazismo) e o liberalismo. Na verdade, essa batalha só intensificou uma problemática que imediatamente vinha do século XIX, e mediatamente do processo revolucionário iniciado com a "reforma" protestante. Hoje em dia parece que o quadro não mudou, e ainda teremos, neste século que acabou de entrar na sua segunda década, uma continuação do embate entre essas duas falsas posturas (só que agora com outras roupagens - fundamentalismo islâmico e diversidade sexo-cultural).
Por isso, certas escolas de pensamento combativo devem se tornar conhecidas, em especial na nossa pátria. Destaco, entre elas, o tradicionalismo hispânico, que, pelo que pude entender até hoje, é uma filha dileta do carlismo dos requetés de Navarra, com adeptos na Espanha e em países da América Latina de língua …