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Mostrando postagens de Julho, 2011

Liberdade sexual?

Dentro de alguns anos, sem dúvida, passar-se-ão licenças de casamento como se passam licenças de cães, válidas para um período de doze meses, sem nenhum regulamento que proíba a troca de cão ou a posse de mais de um animal de cada vez. À medida que a liberdade econômica e a liberdade política diminui, a liberdade sexual tem tendência para aumentar, como compensação. (…) Juntamente com a liberdade de sonhar em pleno dia sob a influência de drogas, do cinema e da rádio, ela contribuirá para reconciliar os súbditos com a servidão que lhes estará destinada.
- Aldous Huxley (prefácio de Admirável Mundo Novo - 1946)

Base do dogma da Trindade

Recebi a seguinte pergunta do leitor Eder:
O dogma da Trindade é este: Três pessoas realmente distintas, Pai, Filho e Espírito Santo, subsistem numa e mesma natureza divina. Qual a base dele? A partir do quê ele foi formulado?
O dogma da Trindade baseia-se na Escritura Sagrada e na Tradição.
Escritura Sagrada:

Cumpre-se indagar se é possível descobrir, nos textos do Novo Testamento e portanto, na fé dos primeiros católicos, os dois elementos que constituem o mistério da Santíssima Trindade, a saber:

a) a existência de três pessoas distintas e divinas;

b) a unidade de natureza ou consubstancialidade das mesmas.
Três Pessoas Distintas e Divinas: A existência, em Deus, de três pessoas realmente distintas depreende-se de várias passagens dos Sinóticos, de São João e de São Paulo. 
Nos Sinóticos, diz Jesus de si próprio: “só o Pai conhece o Filho e o Filho conhece o Pai” (Mateus XI, 27; Lucas X, 22); em São João, está que o Espírito Santo “procede do Pai”, que é “enviado pelo Filho” (Jo…

Vazio ateísta

O sinal (beijo) da paz na liturgia

Em recente debate no Orkut sobre o sinal da paz no rito paulino, tive de entrar no histórico desse gesto litúrgico para esclarecer algumas das dúvidas colocadas pelos confrades. Para tanto, traduzi o seguinte trecho de um artigo da edição de 1910 da Enciclopédia Católica:
Não é fácil determinar com precisão a ligação entre o “beijo sagrado” (que está na I Pedro V, 14) e o litúrgico “beijo da paz”, conhecido em grego desde um tempo muito remoto como eirene (pax, paz). Esse último é muito primitivo, pois já está presente numa descrição da liturgia feita por São Justino Mártir (Primeira Apologia 65): “Quando completamos as orações saudamos uns aos outros com um beijo (allelous philemati aspazometha pausamenoi ton euchon), então é levado ao sacerdote o pão e o vinho.” Essa passagem indica claramente que no meio do segundo século já havia o costume – que agora tentam dizer que é distintivo das liturgias não-romanas –de trocar beijos da paz no começo do que chamam…

Pecadores na Igreja

Vale a pena dar uma olhada no questionamento que muitas vezes é feito a nós, católicos, sobre a presença de pecadores na Igreja.
Uma lida em Êxodo XXXII, 33-34 mostra como foi a atitude de Deus frente a presença de pecadores no meio do povo judeus:
O Senhor disse a Moisés: "Aquele que pecou contra mim, este apagarei do meu livro. Vai agora e conduze o povo aonde eu te disse: meu anjo marchará diante de ti. Mas, no dia de minha visita, eu punirei seu pecado".
Ou seja, Deus não pune de imediato os pecadores, nem os aparta do meio do povo, espera o momento certo para agir com a Justiça.
Nosso Senhor Jesus Cristo, por sua vez, comparou sua Igreja a um campo, cujo dono permite  crescer o joio junto com o trigo (Mateus XIII, 24-30):
Jesus propôs-lhes outra parábola: "O Reino dos céus é semelhante a um homem que tinha semeado boa semente em seu campo. Na hora, porém, em que os homens repousavam, veio o seu inimigo, semeou joio no meio do trigo e partiu. O trigo cresceu e deu fruto,…

Bênção das Cinzas e Missa para a Quarta-feira de Cinzas

“Bênção das Cinzas e Missa para a Quarta-feira de Cinzas” (para 4 vozes, violoncelo obligato e órgão - Arraial do Tejuco, 1778) de José Joaquim Emerico Lobo de Mesquita (1746-1805).

José Joaquim Emerico Lobo de Mesquita (1746-1805) foi um organista, diretor e compositor, cujas obras representam o maior número no grande arquivo musical de Minas Gerais. Filho do português José Lobo de Mesquita e da escrava Joaquina Emerenciana, chegou ao Arraial do Tejuco (Diamantina) em 1776, onde pertenceu à Irmandade de Nossa Senhora dos Homens Crioulos, e foi organista na paróquia de Nossa Senhora das Mercês dos Homens Crioulos e da capela da Ordem terceira de Nossa Senhora do Carmo. Depois permaneceu durante dois anos em Vila Rica, oferecendo seus serviços musicais à Ordem Terceira de Nossa Senhora das Carmelitas e à Irmandade do Santíssimo Sacramento (na paróquia de Nossa Senhora do Pilar). Finalmente, em 1801, chegou ao Rio de Janeiro, onde atuou como organista da Capela das…