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Mostrando postagens de Julho, 2012

Dom Bux: a Igreja não é um concílio permanente

Nos últimos meses fiz algo que não é do meu feitio: passei a refletir com base nas últimas notícias (ou fofocas) do dia, entrando um pouco no clima da internet viral que critiquei recentemente. Fiz isso em relação à FSSPX e suas relações com o Vaticano, mas, como era de se esperar quebrei a cara. De uma posição bem favorável ao acordo, estou novamente ficando contra, já que percebo (com o Vatican leaks, com a nomeação de D. Di Noia para a Ecclesia Dei, com a de D. Müller para a Congregação para a Doutrina da Fé e com algumas conversas que tive recentemente com um padre polonês) que quando Bento XVI morrer vamos ver uma digladiação do poder entre progressistas libertinos com saudade do espírito do Vaticano II e neoconservadores saudosos de João Paulo II. Ou seja, há uma grande chance da resistência ter de voltar às catacumbas, e, por isso, uma FSSPX longe das formalidades castradoras seria um ótimo sinal de contradição para os modernistas.
De qualquer forma, engajado no debate em torn…

Uma conversa sobre racismo

O blog Acção Integral publicou recentemente um documentário interessantíssimo chamado Uma conversa sobre racismo, que vou reproduzir aqui. Ao contrário do que parece à primeira vista, não foi o tema do racismo que me chamou a atenção nele, mas o fato dele mostrar como a falta de reflexão sobre o que é absorvido diariamente se tornou a regra em nossas sociedades. Apreciem sem moderação:



Sobre virais, Crapbook e Twiiiitter

Thiago, você viu o novo viral na internet?
Fui interpelado assim por um amigo alguns dias atrás. Confesso que estou meio por fora desse vocabulário contemporâneo, e só fui atentar  para o que ele estava dizendo algum tempo depois, ao fazer associações analógicas. Virais são os hits (anos 80), as coqueluches (anos 70), diárias na rede; em geral um vídeo babaca, uma foto constrangedora, ou uma pequena notícia sobre a vida babaca e constrangedora de um artista.
Realmente vivemos tempos estranhos.
Nunca entendi o uso que muita gente faz da internet. Talvez eu tenha ficado velho antes do tempo... Na minha época de adolescente, na segunda metade dos anos 90, havia uma enorme dificuldade para manter contato com pessoas com valores e pensamentos semelhantes aos meus, ou mesmo para obter informações sobre as coisas que me interessavam. Uma revista Veja ou Geográfica Universal com meses de defasagem, ou a edição anual do Almanaque Abril, eram um tesouro; encontrar outro direitista católico, um…

A partícula de Deus

Uma reflexão séria sobre o tema pode ser lida aqui.

O final da guerra

Quando terminou mesmo a Segunda Guerra? Em 8 de maio de 1945, quando a Alemanha assinou a capitulação incondicional? Ou em 2 de setembro, quando o Japão se rendeu? Ou muito depois disso?

Esse é um impressionante simbolismo na escolha dos dois últimos papas, os primeiros "estrangeiros", isto é, não-italianos, em 450 anos.

A Segunda Grande Guerra começou justamente quando a Alemanha, autorizada pela Rússia e com ela acumpliciada, invadiu a Polônia - a pobre Polônia, cuja história é um desfilar de sofrimentos, esmagada entre as potências de dois grandes vizinhos, os quais, ora um ora outro, adentraram seu território, dividiam seus espaços e até a suprimiam do mapa. Em 1939 os dois se juntaram, no surpreendente Pacto Ribentrop-Molotov e, mais ainda, no seu anexo secreto, em função do qual invadiram-na, a Alemanha por um lado e a Rússia pelo outro.
Ora, o primeiro Papa estrangeiro depois de 4 séculos, os cardeais foram buscar na Polônia oprimida, na Polônia esmagada, na Polônia …